É, se calhar até somos mesmo duas metades quase perfeitas. Se calhar complementávamo-nos da forma mais linda. Mas o teu medo de avançar ou o meu de ser rejeitada, não nos deixa seguir em frente. E é pena.
Sabes pequenino, a melhor parte de todo o dia é quando te vejo sorrir. É quando fechas ligeiramente os olhos e esboças esse sorriso tão bonito, e sempre desse modo tão discreto. E é mesmo disso que eu gosto: do facto de seres discreto. Não gritas. Não te zangas facilmente. Não levantas a voz. És naturalmente calmo e sabes acalmar.

Quando sabes que sinto ciumes, quando evito o teu olhar, tu insistes. Podes estar no canto da sala mais extremo, podes estar no lado oposto da rua que não descansas até que te enfrente. E depois abraças-me. Nesse corpo quente sinto-me totalmente segura, como se nada nem ninguém me pudesse mover dele. Mas pode.
E sabes quando me beijas o pescoço? Sinto um arrepio do mais fundo do meu ser que me morre perto do pescoço. Quando te mordo, ou simplesmente quando me dás uma festa do cabelo ou me tapas os olhos. Mas quando o medo se mete entre nós, estraga tudo.

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