Sabes meu amor, sou parva. Sou parva por te querer esquecer quando nem tempo suficiente dou para te lembrar. Sou parva por te querer tirar do coração sem na verdade o saber como. Vives em mim por tudo, não é? Pelo que foste de bom e pelo que foste de mau. Vives apesar das desilusões e dos dissabores que me causaste. Vives, porque como tudo na vida, a perda de um amor significa perder um bocadinho do coração.
Sei que apesar desse teu ar, também já sofreste por amor. Sei que já tiveste um coração dilacerado e quebradiço. É normal meu pequenino, desse mal ninguém escapa, e é uma verdade. Mas diz-me, chegas-te a guardar qualquer tipo de sentimento de rancor, de raiva ou de tristeza? Alguma vez deixas-te que te magoassem a esse ponto? Não sei, mas não me importa. És forte, e eu um dia tornar-me-ei assim.
Mas deixa meu amor, fui eu que te abri a porta do meu coração e que deixei que me fizesses mal. Não te preocupes, sei que nunca me quiseste magoar.
Agora fico por aqui, aprendi que um coração partido também faz bem. Faz-nos lembrar que tentámos algo. E tudo o que me deste, ficará guardado a sete chaves no meu pequeno cofre.

2 comentários:

  1. Adorei o último paragrafo; é uma verdade acabamos sempre por ficar um pouco mais fortes*

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  2. não te deixes cair. força (: gostei muito

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