Eu não acredito que me deixei ficar assim, durante um ano. À espera que voltasses. Tu sabes que tentei que as minhas esperanças morressem de fome, mas pelos visto elas ainda são mais fortes que o meu próprio querer. Continuei no nosso palco, a entreter o nosso público. Esperei pela tua entrada triunfante, e pelo nosso «feliz para sempre«; ele não chegou.
O meu príncipe encantado não chegou, largou o guião que ele próprio escreveu, para ir na corrente surda e sem destino, com o seu coração aventureiro, pronto para novas expedições, e ultrapassar-se a sim mesmo. Ele com o seu coração rebelde e selvagem, um príncipe que não suportou um laço nem uma corrente. Ele possuía um coração que corria depressa. Era o meu príncipe, e o seu coração pertenceu-me.

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