Há dias em que nem sei porquê que me levanto da cama. Não sei o porquê das coisas. Não compreendo a lógica de nada.
Acabou. Acabou tudo. Nem estas palavras eu consigo assimilar com clareza.
Nem compreendo o facto de ainda doer. De ainda chorar por ti. Não, não é por ti que eu choro. Mas tu, tu és a razão do meu chorar. Porquê que tu andas por aí, tão bem, tão feliz, enquanto eu continuo aqui, à tua espera? À espera que me voltes a dar um sinal. E quando o dás, é só para teres a prova que o meu amor por ti continua intacto, eterno e intocável.
Eu há demasiado tempo que tento criar barreiras à minha volta, sabes? Tento que elas sejam fortes e robustas, para que nada nem ninguém as derrube, mas tu, tu tens o poder de afrouxá-las. Consegues que todas elas sejam derrubadas, como se fossem simples e mero pó. Consegues fazê-las ruir como simples castelos de areia. Frágeis e quebradiços.
Mas vai deixar de as derrubar. Um dia vais deixar de ser o centro da minha vida. Um dia vou deixar de lutar comigo mesma, vou deixar de dizer o teu nome durante a noite. Vou pensar em ti como alguém distante, como um simples amigo apenas. Afinal a amizade também alimenta o coração. Tu já não me vais causar qualquer transtorno. Não sei quando, mas já não irás causar. E quando falares comigo, as minhas mãos não vão tremer, e não vou deixar que os meus olhos cedam. Vou manter-me forte, tão forte que nem tu me vais conhecer. Na verdade, é que já nem tu me conheces.

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