Ainda não sei porque espero algo de ti. Eu continuo aqui, à espera que mudes, à espera que voltes a ser o que era antes. À espera de uma segunda oportunidade, de uma nova tentativa. Mas de ti nada sai.
Tu não mudas, aliás, nem tentas mudar.
Quando se ama alguém, move-se montanhas e mudamo-nos a nós próprios, por mais que isso nos custe, não é? Então porquê que eu continuo a dar tanto de mim, se tu nem o mínimo de esforço fazes?
Tu sabes, que nunca acreditei em amores impossíveis, mas tu estás a criar o nosso, não o correcto é dizer, o meu, num deles.
Mudar é inevitável. Mas tu, mantens-te tão fiel a ti mesmo.
Eu mudei, sabes? Mudei a minha maneira de ser, mudei as minhas reacções, mudei por ti. Tu não mudas-te nada, deixas-te que eu me fosse moldando a ti.
Sabes que eu sou mais que um simples molde. Só não sabes é o verdadeiro significado de amar.
Quando se ama, tem-se sempre tempo para essa pessoa. Quando ela não vem ter connosco, avança-mos sem defesas, ou então esperamos. O verbo esperar é tão essencial como o bater do coração.
Sempre te dei todo o tempo do mundo, eu avancei e esperei, no entanto o molde partiu-se. Não penses que seja motivo suficiente para te deixar de amar. Talvez o verbo mais correcto neste momento seja: esquecer. Mas o meu coração ainda bate por ti, chama e grita por ti.
Talvez seja essa a razão de todos os amores impossíveis. A mudança de alguém, é o maior obstáculo a enfrentar.

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