Queria poder voltar atrás. Queria ter o poder de recuar na história. Na nossa história.
Queria poder viver os nossos momentos, vezes e vezes sem conta. Tenho a certeza que não me iria cansar de os voltar a reviver, não me iria fartar de os poder sentir novamente.
Quando sentes que o sentimento está a voltar, como consegues renegá-lo? Quando sentes que nos estamos a aproximar, como tens a capacidade de te distanciar? Como consegues seguir a tua vida assim? Assim de uma forma tão simplificada? Tu não sentes? Não sentes saudades?
Diz-me a verdade: vivi numa ilusão, não foi? Vivi na ilusão que te podia amar, na ilusão que havia um nós, um mundo nosso, meu e teu. Apenas meu e teu.
Agora caêm lágrimas, lágrimas que nem tu entendes, que nem tu vês, lágrimas que doêm.
Mas não as tentes entender, não percas tempo, segue a tua vida como sempre fizes-te, não voltes a olhar para trás.

Sabes que quando avanças dói, mas dói ainda mais quando recuas. Recuas e voltas a meu lado, ajudas a erguer o meu corpo imóvel, limpas as lágrimas e fazes com que solte débeis sorrisos. Mas voltas a partir.
Voltas a deixar-me sozinha, caída e a chorar.
Se é uma despedida que seja definitiva. Que seja de vez. Que acabe de uma vez por todas. Não voltes a recuar.

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