Gosto de ti. Desse teu jeito calado e simples. Gosto dos teus olhos claros e dessas tuas mãos que apertam as minhas mesmo que por segundos demasiado rápidos. Gosto de ti por seres discreto, por não expores na tua vitrina quem realmente és e o que tens mesmo para dar. Gosto quando falas e de quando me fazes rir. Gosto da forma como apareces e desapareces deixando sempre uma brecha, por mais pequena que seja no meu coração, a mais que não seja para poderes sempre apoderares-te dele.E passei um ano assim. A renunciar amores e a alimentar um secreto por ti. Tu não sabes e também não sentes. E se souberes finges que não o vês e que não sentes nada. Não me magoas, mas também não me iludes. Mas continuo a gostar de ti. De ti e desse silêncio que me acalma tanto. Gosto de ti, mas não é amor e eu sei.
Cresci, finalmente cresci. Estabilizei o meu coração. Ensinei-o a amar apenas quando estiver preparado e não por se sentir sozinho. E por agora estamos bem assim: sozinhos, num ritmo calmo e tranquilizante.
Acho sinceramente, que estou preparada para gostar de alguém, mas não que alguém goste de mim. É um contra-senso, mas tu sabe-lo melhor que ninguém. Acho que tenho um medo secreto de ser feliz, não sei bem. Por agora fico por este desejo que alimento. Por algo superior a mim, superior a ti e a nós.

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