Gosto da maneira que as tuas mãos procuram o conforto das minhas. Gosto da forma com que o meu corpo se encaixa no teu. Gosto dos teus braços entrelaçados em mim para me aquecerem nos dias de Inverno, e dos teus beijos longos e demorados nos Verão.
Gosto de ti desde o princípio, e da mesma forma. Gosto porque, mesmo com todos os obstáculos que tivemos que enfrentar, nem um deles me fez perder um bocadinho do amor por ti.
És bom rapaz, honesto, simples e sincero. Tens uns olhos bonitos e um sorriso verdadeiro. Umas mãos seguras e uns braços fortes.
Só não gosto quando o meu coração treme por ti. Contigo dentro dele, a segurança que nos proporcionas e à tranquilidade que nos habituas-te, que o meu pequeno músculo por vezes esquece-se de como é estar partido. Mas jamais te vi como um quebra-corações, simplesmente porque não és um deles. Reconstituís-te o meu com toda a calma e com todo o amor que tinhas para me dar, colas-te-me cada pedacinho solto do meu estúpido coração sem me pedir nada em troca. E é mesmo isso que gosto em ti: dessa tua bondade que não pede nem espera retorno. Desconfio que foi um dos motivos que me levou a apaixonar por ti. Esse e o da forma como me embalas nos teus braços e, da maneira como consigo descansar a cabeça contra o teu peito. Mil e um motivos na verdade, da forma com que uma sensação de segurança me invade o corpo só por ter a tua mão entrelaçada na minha, ou dos teus braços a rodearem-me os ombros. Da forma como me perco nos teus olhos ou da forma com que encaras a vida. Dos teus planos futuros, onde me inseres sempre. Da tua persistência e da forma como insistes que o nosso lugar é estando juntos.
Mas sabes pequenino, derretes-me sempre. Até aqui só soube andar à dança de contra balanços.

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