Afastas a dor. Usas as drogas, a ironia e o sarcasmo. Fechas-te em ti, como se tivesses medo de te expor a ela. E como sempre me respondes-te "sou o contrário das outras pessoas, que procuram a dor como um tesouro". Mas esqueces-te que quando amamos tem de doer. Se o amor é como uma rosa, tens de considerar os espinhos. Uma dor miudinha. Não faz sentido se assim não for, se não doer é porque também não amas.
Tu usas o teu escudo, e passas por cima de quem quer que seja, saltas sobre pedras soltas e nadas contra correntes. E vences. Podes sair completamente esfarrapado, dorido e cansado mas para ti é uma vitória. Mais uma vez o amor, e a sua rosa não te chegaram ao coração. Nem saberias o que fazer com eles. Nunca soubes-te domar o selvagem. E tal como tu, o teu coração não está disposto a albergar um sentimento que ele próprio não compreende. E em vez de usar o sarcasmo como resposta, ele fecha a as portas e as janelas, de maneira a que ninguém entre nele. É como uma parede de pedra em que tudo bate e nada faz moça, assim é o teu coração.
Enfim, que te poderei dizer? Afasta-te das roseiras e dos corações alheios? Continua nessa corrida louca de toca e foge, até não aguentares mais? Sinceramente não sei. Mas também não importa, nunca me deste ouvidos não seria agora que mos darias.

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